Ato 08 de Março

Ato 08 de Março

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A INSANIDADE DO FACEBOOK

Excelente texto do Blog: http://escrevalolaescreva.blogspot.ca a propósito dessa boçalidade que se traveste de um suposto humor, e a conivência além das mídias tradicionais agora também das novas mídias sociais como o Facebook. 

 

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Seminário Internacional. Da constituição de um campo: gênero, feminismo e religião. Organizado pelo GREPO (Grupo de Estudos Gênero, Religião e Política)

Seminário Internacional. Da constituição de um campo: gênero, feminismo e religião. Organizado pelo GREPO (Grupo de Estudos Religião e Gênero no Brasil)

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Diálogos com Ivone Gebara: Teologia Feminista no Brasil e na América Latina.

Faça logo sua inscrição, as vagas são limitadas!!! Click no cartaz para se inscrever

Pede-se uma contribuição de R$5,00 para o lanche.

Por onde anda o GERI ?

No último dia 16 de junho, o GERI marcou presença na Tarde de Formação – atividade realizada entre o Anchietanum, Instituto Paulista de Juventude , Centro de Capacitação da Juventude e  a Pastoral da Juventude da Arquidiocese de São Paulo. Onde temos  “Uma oportunidade para reunir jovens que querem tratar de temas importantes para suas vidas de jovens e para seus grupos.”

Esta formação tinha como tema “Tecendo Relações” – Cultivar o Afeto.

Tecer Relações, entre as pessoas e entre os grupos, falar sobre Afetividade/Sexualidade não é uma coisa fácil. Aliás, Afetividade/Sexualidade, incorpora uma série de temas e discussões que muitas vezes são deixados de lado, para que a conversa fique apenas voltada para os nossos sentidos e afetos.

É necessária uma abordagem mais critica e profunda neste tema.

O GERI percebe a importância de que os jovens abordem temáticas que procurem discutir estas “teias de relações”, abordando temas que fazem parte da vida das juventudes, da sociedade e tem um grande peso nas nossas relações diárias. Por isso se propõe a trazer a discussão sobre relações de gênero, machismo, os direitos sexuais e reprodutivos da mulher, homoafetividade, racismo, entre tantas outras situações que vivemos. Para tanto é preciso que todos estejam dispostos a encarar e realidade que vivenciam, falar sobre ela e se apropriar do espaço em que estão.

Considerando-se que a PJ, esta em uma Igreja, e que esta se apresenta por seus dogmas, hierarquia, possui um caráter machista e homofóbico, é fundamental que as juventudes abordem de forma critica o papel da Igreja e como ele reflete na vida de cada um e na vivencia dos grupos. “Será que nós jovens não nos apropriamos daquilo que a Igreja e a sociedade apresentam, e sem fazer nenhuma reflexão sobre isso, contribuímos para a reprodução de preconceitos e estereótipos?”

Representado por Valéria Marques Mendes e por Keli Oliveira Rodrigues o GERI trouxe reflexões para a necessidade de se procurar compreender os projetos que a Pastoral da Juventude se propõe a realizar, considerando as temáticas acima citadas, de forma que perpasse a realidade das juventudes e aquilo que aspira enquanto criaturas afetivas, tendo em vista que sexualidade permeia a afetividade e vice e versa. Assim, vale uma pergunta: “Como a PJ está tecendo relações? E que relações seriam estas?”

Entendemos que seja uma relação libertadora, que encontre nas criaturas a disposição de se entregar para o outro sem distinções nem pré-conceitos, para assim vivenciar uma autêntica civilização do amor.

Depois da apresentação, a turma foi divida em pequenos grupos para debater em oficinas. O GERI deu continuidade à abordagem do tema na Oficina de Gênero, trazendo uma discussão sobre os papeis sociais que são atribuídos a meninos e meninas desde pequenos. O grupo que estava presente tratou dos espaços destinados a cada um destes, como por exemplo, a cozinha e o jogo de futebol, e sobre a imposição de normas e condutas para o comportamento de cada um; a maneira como devem se sentar, se vestir e mesmo falar. Houve também uma discussão de como se dá a luta pela igualdade de participação e acesso, e de como muitas vezes é difícil trazer esses temas para discussão em grupo.

Para finalizar, houve a proposta de que cada um pudesse sair dali procurando manter um olhar questionador sobre as diversas coisas que nos são apresentadas todos os dias, de forma que procuremos sempre entender o porque das coisas, sem achar que é natural que a menina brinque de boneca e ganhe uma cozinha de brinquedo de presente, e que é natural que o menino brinque de bola e goste de futebol. – Porque nada disso é natural.

Campanha pelo Estatuto da Diversidade Sexual

estatutodiversidade

É chegada a hora de ser aprovada uma lei que assegure os direitos à população LGBT – lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Depois do julgamento do STF, que reconheceu as uniões homoafetivas como entidade familiar, é preciso que todos os direitos sejam positivados. Também é indispensável a criminalização da homofobia e a adoção de políticas públicas para coibir a discriminação. Este foi o compromisso assumido pelas Comissões da Diversidade Sexual da OAB de todo o país, que muito se empenharam na elaboração de um projeto de lei incorporando todos os avanços já assegurados pela Justiça.

A Comissão da Diversidade Sexual da OAB elaborou o Anteprojeto do Estatuto da Diversidade Sexual, entregue à OAB Federal no dia 23 de agosto de 2011, em Brasília.

A Comissão é presidida por Maria Berenice Dias (RS) e integrada por Adriana Galvão Moura Abílio (SP); Jorge Marcos Freitas (DF); Marcos Vinicius Torres Pereira (RJ) e Paulo Tavares Mariante (SP

Apresentar o projeto por iniciativa popular é a forma de a sociedade reivindicar tratamento igualitário a todos os cidadãos, independente de sua orientação sexual ou identidade de gênero. O respeito à diferença é a essência da democracia.

Trata-se da primeira mobilização social pela cidadania da população LGBT.
Para isso é necessário colher só 1 milhão e 400 mil assinaturas.

O slogan é: Eu sou diversidade!
Todo mundo é igual, todo mudo é diferente, todo mundo é gente!

Assine online a petição pública: http://bit.ly/IYDpuG
Curta e compartilhe no Facebook: http://www.facebook.com/estatutodiversidade
Também imprima os formulários e saia em busca de mais assinaturas.
Detalhes no site: www.direitohomoafetivo.com.br

Publicado originalmente em: http://www.catolicas.org.br/noticias/conteudo.asp?cod=3509

Ver mais sobre a campanha em http://www.estatutodiversidadesexual.com.br/

A Rio+20 e os direitos das mulheres

A Conferência Rio+20, idealizada e planejada para ser um fórum de promoção da sustentabilidade e da justiça social e econômica, deu um passo para trás em matéria de direitos das mulheres. O texto final, após longa negociação, teve suprimida a expressão “direitos reprodutivos”, o que, para o movimento de mulheres, representa um grave retrocesso.

O texto inicial estipulava o compromisso dos países com a igualdade no acesso à educação e aos serviços de saúde para as mulheres, tratando da questão da saúde e dos direitos reprodutivos, bem como do planejamento familiar.

No entanto, o processo de negociação teve atuação decisiva do Vaticano – observador na Conferência – e de Estados conservadores aliados, que atuaram para enxugar a redação final. Chile, Rússia, Honduras, Nicarágua, Egito, República Dominicana e Costa Rica alegaram que não reconhecem a expressão “direitos reprodutivos” – que seria contrária ao direito à vida, uma vez que está associada à descriminalização do aborto – ou que a expressão deveria ser seguida do qualitativo “de acordo com as leis nacionais”. Do outro lado, países como Nova Zelandia, Canadá, Austrália, México, Uruguas e Estados Unidos defenderam e reiteraram o compromisso com os direitos sexuais e reprodutivos.

A mudança textual vai na contramão de acordos internacionais firmados na década de 1990, que definiram diretrizes e ações voltadas para a saúde e os direitos femininos. As Conferências do Cairo (1994) e Pequim (1995) são marcos históricos no processo de luta pela promoção da igualdade de gênero. A autodeterminação sexual e reprodutiva sem discriminação, coerção e violência tornou-se, desde então, o paradigma a nortear os países-membros da Organização das Nações Unidas na elaboração de leis e políticas públicas.

Duas décadas transcorridas e o cenário permanece conflituoso. Após o término das negociações, organizações feministas reunidas no Território Global das Mulheres da Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20, emitiram nota criticando o texto final. Para o movimento de mulheres, é preciso denunciar a tentativa de retroceder em relação aos direitos firmados internacionalmente. As organizações criticaram o modelo econômico que gera desigualdades e mercantiliza os direitos humanos. Em passeata promovida por organizações feministas no Rio de Janeiro, cerca de cinco mil mulheres protestaram contra o que consideram um regime opressor que vitima as mulheres no que concerne à liberdade sexual, à autonomia reprodutiva e à violência machista.

Para Beatriz Galli, da ONG Ipas e que acompanhou as negociações como representante da sociedade civil, o governo brasileiro, negociador do texto final, teve uma atuação decepcionante. “Os direitos femininos não foram prioridade, infelizmente. O Brasil cedeu à pressão e desconsiderou a linguagem acordada no Cairo e em Pequim, o que representa um retrocesso perigoso. Isso não significa que as Conferências dos anos 1990 tenham perdido a validade. No entanto, um encontro que tem como objetivo buscar meios para o desenvolvimento sustentável não pode ignorar o acesso à saúde e aos direitos sexuais e reprodutivos – componentes centrais para a sustentabilidade”, avalia Beatriz Galli.

De acordo com ela, a Rio+20 seria uma oportunidade para se avançar sobre a situação das mulheres, que representam mais da metade da população mundial. “Após os avanços propostos pelas Conferências, a lógica seria a de ampliarmos e melhorarmos as condições de vida das mulheres. O que era um convite ao avanço, no entanto, tornou-se um retrocesso. Os direitos sexuais e reprodutivos restringiram-se ao papel de moeda de troca”, observa Beatriz Galli. O próprio chanceler brasileiro, ministro Antonio Patriota, se disse a favor da inclusão do termo no texto final, mas reconheceu que o tema suscita divisões profundas.

Para evitar um racha no G77 – bloco de países em desenvolvimento – e manter a unidade em outros temas considerados mais importantes pelos integrantes do bloco, o governo brasileiro cedeu na temática dos direitos femininos. “O Brasil perdeu uma ótima oportunidade de fortalecer a luta pelo desenvolvimento sustentável. Poderia ter tido uma ação mais decisiva e menos condescendente, mas novamente, como tem sido nos últimos meses, preferiu o silêncio. A justiça econômica e social tem como um dos pressupostos a igualdade de gênero e as prerrogativas sexuais e reprodutivas, compromissados há duas décadas e, lamentavelmente, esquecidos em 2012”, afirma Beatriz Galli.

Para Guacira Cesar, diretora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), o saldo da Rio+20, até o momento, é lamentável. “Retirar os direitos reprodutivos do escopo do texto é uma perda para as mulheres, pois desvirtua compromissos relativos à saúde das pessoas. Isso é uma questão de direitos humanos, que não deveria ficar à mercê das relações de força entre países. O que preocupa ainda mais é o precedente que isso abre, pois não sabemos como o tema será tratado nas próximas reuniões internacionais. Se cedemos na Rio+20, quem pode garantir que mais à frente o mesmo não ocorrerá?”, critica a diretora do Cfemea, concluindo que o papel desempenhado pelo Brasil não condiz com a proposta de um mundo sustentável e justo.

As manifestações das mulheres refletem um cenário composto pela atuação persistente de forças conservadoras, que tradicionalmente, há décadas, advogam contra os direitos femininos. Nas Conferências dos anos 1990, Estados conservadores e o Vaticano atuaram com o intuito de impedir a definição dos direitos sexuais e reprodutivos. Observador permanente na ONU, o Vaticano é um ator cuja agenda prioritária abarca o combate sistemático a tais direitos. Em 2011, durante votação do relator Anand Grover sobre saúde, a Santa Sé, sob o silêncio do governo brasileiro, fez pressão incisiva contra o texto, que considerava a criminalização do aborto uma violação dos direitos humanos.

Publicada em: 20/06/2012 em http://www.clam.org.br/destaque/conteudo.asp?cod=9618

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